quinta-feira, 9 de junho de 2016

Audic Mota denuncia inoperância da Cagece na região dos Inhamuns

Dep. Audic Mota ( PMDB )Dep. Audic Mota ( PMDB )foto: Maximo Moura
O deputado Audic Mota (PMDB) denunciou nesta quinta-feira (09/06), no primeiro expediente da sessão plenária, a crise de abastecimento de água na região dos Inhamuns. “Dessa vez não pela ausência de água, mas pela ineficiência da execução do serviço público pela Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece)”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, na sede do município de Tauá a população passa cerca de 15 dias sem que a água chegue da rede de abastecimento. O peemedebista explicou que não está havendo manutenção da adutora do Açude Arneiroz II, “que quando quebra forma açudes nas estradas”. “A água do Arneiroz está indo embora em função da má qualidade da adutora, desperdiçando grande volume de água e deixando a população 15 a 20 dias à mercê de carros-pipa, de uma necessidade que não se justifica em função de termos a água”, pontuou.
Audic Mota apontou ainda a indignação da população local com as cobranças de abastecimento d'água por parte da empresa. “Mesmo em casos como esses, as cobranças feitas pela Cagece são equivalentes como se o fornecimento de água estivesse dentro da sua normalidade”, criticou. Na avaliação dele, o caso é grave, “pois mostra uma improbidade por parte da Companhia e uma apropriação indébita de recursos que não são dela”.
O peemedebista relatou que tem recebido denúncias de que obras estão paradas e tiveram faturamento e pagamento superior à medição real. O deputado informou que solicitou uma audiência pública para tratar da questão. “Após a audiência, poderá se mostrar viável tanto um pedido de CPI em função da cobrança indevida, da ineficiência do serviço como pelo pagamento de obras não executadas”, adiantou.
O parlamentar também comentou sobre o debate ocorrido no plenário da Casa em que secretários de Segurança do Estado, Delci Teixeira, e de Justiça, Hélio Leitão apresentaram as ações governamentais para o combate á criminalidade. Audic Mota disse que, na ocasião, recebeu algumas ponderações de que havia sido “muito duro” (nas reclamações feitas). Entretanto, avaliou  como correta suas intervenções tendo em vista notícias recentes da atuação da bandidos em Trairi. “Recebi notícias de que o Trairi está abandonado pela Secretaria de Segurança. Invadiram o culto da Igreja Universal e chegaram a atirar. A população não aguenta mais”, disse.
Em aparte, o deputado Agenor Neto (PMDB) reforçou a preocupação apresentada pelo correligionário, sobretudo quanto ao volume exorbitante de água  desperdiçado. “Num momento que vivemos a maior crise hídrica, estamos vendo desperdício do dinheiro público para beneficiar alguém”, endossou, se somando ao pedido de audiência.
O deputado Fernando Hugo (SD), também em aparte, elogiou a proposta do presidente interino, Michel Temer, de criar um programa nacional de segurança pública. “A proposta dele é seríssima e faria com que todos os entes federativos tivessem isonomia de salário para Polícia Civil, Bombeiro Militar, Polícia Militar e condições de armamento e de inteligência policial. Não teve, nos últimos anos da governança brasileira, uma ação tão voltada ao bem estar social como essa”, avaliou.
LS/CG

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